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A família de Felipe Massa embarcou na noite desta sexta-feira para Budapeste, onde o piloto está internado, em coma induzido, no Hospital Militar da cidade. Ele teve o capacete atingido por uma mola e bateu forte no treino classificatório para o GP da Hungria. Antes do embarque, a esposa Raffaela que não queria falar, acabou fazendo um apelo emocionado.
- Peço pra que todo mundo, não importa a fé, a religião, reze por ele – disse Raffaela, chorando.
Já Titônio, pai do piloto, demonstrou muita preocupação com o piloto, em entrevista ao Jornal Nacional. Ele e a família querem estar próximos de Felipe na recuperação do acidente. Eles devem chegar ao local neste domingo, por volta das 7h (de Brasília).
- Ninguém conseguiu falar, nem com o Dudu. Estamos indo lá para acompanhar a recuperação. É difícil para um pai, uma mãe, uma mulher, ver tudo isso de longe. A informação que temos é que vão acordá-lo gradativamente, tirando os medicamentos, amanhã (domingo) – disse Titônio Massa.
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A Volkswagen do Brasil convocou, nesta sexta-feira (24), os proprietários dos veículos Touareg para instalar um kit de reforço adicional ao suporte de fixação do spoiler traseiro. Segundo a montadora, o acessório com luz auxiliar de freio (brake light) precisa ser substituído porque há possibilidade de surgimento de trincas no suporte de fixação e sua consequente ruptura.
Caso ocorra a quebra dos três suportes, em certas condições de tráfego e uso, o spoiler pode desprender e desligar a luz auxiliar de freio, o que pode causar eventuais acidentes.
A empresa disponibiliza o telefone 0800 019 8866 ou o site www.vw.com.br para o agendamento e mais informações. A Volkswagen enviará ainda cartas aos proprietários dos veículos envolvidos nesta ação. O início do atendimento será na próxima segunda-feira (27).
A Fundação Procon-SP orienta os consumidores a que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado a solicitar, por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos.
A entidade também recomenda ao consumidor que exija o comprovante de que o serviço foi efetuado, documento que deverá ser conservado e repassado adiante, em caso de venda. Caso tenha sido comercializado mais de uma vez, o atual proprietário terá o mesmo direito ao reparo gratuito.
Confira o nº de serie dos chassis:
Touareg – ano/modelo 2007 a 2009
7D 000041 a 9D 032558
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Subidas íngremes em uma trilha de terra, curvas acentuadas e inclinação de quase 45 graus em uma grande formação rochosa da região de Mairiporã, na Serra da Mantiqueira, fizeram parte do test-drive de quase 40 km que o G1 participou dirigindo o utilitário esportivo Mitsubishi Pajero Dakar, apresentado nesta quarta-feira (22). O modelo, que chega às concessionárias da marca em agosto, será oferecido nas opções com câmbio manual, a partir de R$ 152.990, e com câmbio automático com a opção de mudanças de marcha sequenciais, a partir de R$ 159.990.
A Mitsubishi acredita que com a importação do Pajero Dakar, fabricado na Ásia, a empresa possa disputar diretamente o mercado com o SUV Toyota Hilux SW4 a diesel (este veículo também é oferecido na versão com motor a gasolina). Os dois modelos são bem parecidos, embora o Pajero Dakar tenha a opção de tração 4×2 mais adequada ao uso urbano, e a atuação destes modelos na mesma faixa de preço anuncia uma briga.Duas características chamam a atenção no Pajero Dakar: a suspensão bem calibrada, que permite uma dirigibilidade agradável e segura na posição de tração nas quatro rodas, com grande versatilidade para subidas e descidas mais acentuadas, e o chamado “raio de giro”, que permite fazer curvas extremamente fechadas para sair de situações mais complicadas como, por exemplo, estacionar em vagas apertadas e subir aquelas rampas intermináveis em curva que dão acesso aos estacionamentos de alguns shopping centers de São Paulo.
O motor 3.2 16V a diesel com 165 cv de potência apresentou um alto consumo de 4 km/l nesta trilha radical na terra, mas a Mitsubishi garante um desempenho médio satisfatório de 8,3 km/l no uso urbano, o que não foi possível avaliar neste test-drive. O torque de 38,1 kgf.m a 2.000 rpm revelou força suficiente para subir rampas mais íngremes sem a necessidade de se trocar a tração para as opções mais forte, 4×4 com diferencial central bloqueado ou 4×4 com reduzida.
O modelo avaliado levava o câmbio automático de quatro velocidades, que se mostrou eficiente na configuração ao estilo de dirigir do condutor. O sistema de transmissão traz ainda a opção do modo sequencial. De acordo com os diretores da Mitsubishi esta versão com câmbio automático, apenas 5% mais cara que a versão com câmbio manual, deverá ser responsável por 90% das vendas do Pajero Dakar.
Passageiros bem acomodados
O G1 também percorreu o mesmo percurso como passageiro na segunda fileira de bancos do veículo que tem capacidade para até sete pessoas. Com bom espaço interno garantido pela distância entre-eixos de 2.880 mm, é possível viajar sem sofrer com grandes solavancos de uma estrada acidentada.
O sistema de rebatimento de bancos permite ainda deitar os assentos da terceira fileira para aumentar a capacidade do porta-malas deixando mais espaço livre para bagagens. Os bancos da segunda fileira também podem ser rebatidos no caso de o motorista precisar levar muita carga no SUV – o que é comum no uso deste tipo de veículo em zonas rurais.
A chegada de mais um utilitário esportivo ao país enquanto o mundo discute o uso de fontes de energia menos poluentes como os carros híbridos e elétricos é mais um sinal de que este tema ainda está longe de chegar ao mercado automotivo dos chamados países emergentes. Não é por acaso que o Pajero Dakar é vendido para Rússia, Tailândia, Filipinas e Oriente Médio, e agora busca espaço na América Latina.
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“Uma virada de página na Kia”. É assim que o presidente da marca sul-coreana no Brasil, José Luiz Gandini, define a chegada do crossover urbano Soul que aposta no visual irreverente e no preço para incomodar a concorrência. E vai mesmo. A versão de entrada, que parte de R$ 51.490, virá apenas no segundo lote de importação, em setembro.
Por enquanto, o modelo mais em conta tem preço sugerido de R$ 55,9 mil, mas traz de série direção elétrica, ar condicionado, vidros e retrovisores elétricos, airbag duplo, freios ABS com EBD e alguns mimos como rádio MP3 player com entrada auxiliar e comandos no volante, porta-revista, tomada 12 v no console central e porta-malas, gaveta sob o banco do passageiro e bandeja para objetos no porta-malas
O design é questão de gosto. Mas uma coisa deve-se admitir: o Soul tem presença. Assinado por Peter Schreyer, diretor geral de design da Kia, o desenho da carroceria é composto por linhas retas que remetem ao estilo “caixote” e tem um ar de retrô, características semelhantes ao do Mini Cooper, lançado no primeiro semestre deste ano.
Na cabine esqueça a primeira impressão. A régua foi substituída pelo compasso e as peças apresentam linhas mais arredondadas. Destaque para o console central e o painel de instrumentos com hodômetros circulares, parecidos com o dos rivais Honda Fit e Nissan Livina.
A posição de dirigir e a visibilidade também fazem o motorista lembrar as minivans. É fácil se acomodar, tarefa que é auxiliada pela regulagem de altura do banco e do volante. A área envidraçada é extensa, com exceção da coluna C que por ser um pouco mais larga, aumenta o ponto cego do condutor. Para compensar é oferecido com opcional uma câmera na traseira que, ao motorista engatar a ré, transmite as imagens pelo retrovisor interno.
Mas talvez a Kia tenha passado do ponto com as inovações. No interior do porta-luvas e de um pequeno porta-objetos foi utilizado um tom forte em vermelho. A cor contrasta com o acabamento que é muito bem feito e mistura diversos tons de cinza e peças lisas e texturizadas.
Rodando
Durante o teste, em um trecho reto de cerca de 80 km, na Rodovia Ayrton Senna, a suspensão garantiu um rodar macio – o que não significa que ela terá o mesmo comportamento no ciclo urbano onde a qualidade do asfalto é muito inferior.
Mas deu para sentir a força do motor 1.6 de 16V e 124 cv, o mais potente entre os concorrentes, que se vira muito bem combinado à precisão do câmbio manual de cinco velocidades. Incomoda um pouco o ruído do motor que invade o habitáculo.
A direção é um pouco molenga e, em altas velocidades, o carro exige mais atenção do motorista. No entanto, o pecado do Soul e não ser equipado com motor flex. Mesmo com a proposta de conquistar o consumidor pelo design, o propulsor bicombustível caiu nas graças do brasileiro e pode atrapalhar as vendas inicialmente, como vem acontecendo com o novo Ford Focus. Segundo a Kia, o crossover passará a rodar com álcool e gasolina no ano que vem e há ainda a possibilidade da chegada do motor 2.0. Como disse Gandini, “só Deus sabe o futuro…”
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Após sofrer um grave acidente neste sábado, durante os treinos classificatórios para o GP da Hungria, o brasileiro Felipe Massa se submeteu a uma cirurgia no Hospital Militar de Budapeste. Em coma induzido e respirando por aparelhos, ele vai ser reavaliado na manhã deste domingo, quando será submetido a uma tomografia. O boletim médico informou que o piloto da Ferrari teve fraturas no crânio e uma pequena lesão no cérebro.
De acordo com o comunicado divulgado pela Ferrari, o exame médico mostrou, além do corte na testa, com cerca de oito centímetros, uma lesão na parte esquerda do crânio e uma concussão cerebral. A nota informou que a cirurgia foi bem-sucedida, mas o brasileiro passará a noite de sábado em observação na Unidade de Terapia Intensiva.
A Ferrari confirmou que o piloto está fora do GP da Hungria. Segundo o médico oficial do GP do Brasil, Dino Altmann, é possível que Massa fique até seis semanas parado.
O capacete do piloto brasileiro foi atingido por uma mola de cerca de 12 centímetros, feita de metal, que se soltou do carro de Rubens Barrichello. A peça quicou na pista e acertou o capacete de Massa quando ele acelerava a aproximadamente 280km/h.
Rubens Barrichello foi ao hospital e não conseguiu ver Massa, mas conversou com os médicos e saiu mais aliviado.
- Eles não me deixaram chegar até o Felipe, o que é normal em uma situação como esta. Falei com dois doutores, e a cirurgia foi ótima. Mas como tudo que acontece na cabeça é um pouco delicado, então ele tem que passar por um momento de espera. O Felipe tem que estar relaxado neste momento, por isso o coma induzido – explicou Rubinho, em entrevista à Rede Globo.
O comentarista da Rede Globo Luciano Burti também esteve no hospital.
- Correu tudo bem, o médico estava satisfeito com o resultado da cirurgia. A consequência do acidente varia de pessoa para pessoa. Aparentemente, o Felipe está bem, e eles querem esperá-lo acordar para poder ter certeza de que está tudo em ordem. O momento agora é de calma. O impacto na cabeça é sempre delicado, é como se fosse um hematoma. Esperam que amanhã, quando ele acordar, isso já esteja recuperado.
A agência de notícias Associated Press atribuiu ao diretor do hospital, Peter Bazso, a afirmação de que Massa está estável, mas ainda corre risco de morte. Uma fonte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ouvida pela Rede Globo, no entanto, desmentiu a informação. O comentarista da Globo Luciano Burti, em sua conta no Twitter, também afirmou que não há risco:
- Para deixar bem claro, nada de risco de morte, como saiu em alguns sites. Ele está sedado para se recuperar da concussão cerebral, apenas isso – disse Burti.
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